A Aventura do Estudante Alemão
Voltava ele para casa no final da noite de tempestade, percorrendo as ruas antigas e sombrias do Marais, na parte velha de Paris. O estrondear dos trovões reverberava sobre as casas altas das ruas estreitas. Chegou à Place de Grève, onde as execuções públicas eram realizadas. Os relâmpagos estremeciam acima dos pináculos do antigo Hôtel de Ville, espraiando um brilho cintilante sobre o espaço aberto à frente do estudante. Atravessando a praça, Wolfgang recuou de horror quando se acercou da guilhotina. Era o auge do reinado do Terror e esse terrível instrumento de morte estava sempre em prontidão. No cadafalso, continuamente corria o sangue dos virtuosos e valentes. Nesse mesmo dia, a guilhotina havia sido empregada ativamente em seu ofício de carnificina, e, agora, erguia-se cruelmente, em meio a uma cidade silenciosa e adormecida, à espera de novas vítimas.
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