terça-feira, 12 de novembro de 2013

A Aventura do Estudante Alemão

 
Voltava ele para casa no final da noite de tempestade, percorrendo  as ruas antigas e sombrias do Marais, na parte velha de Paris. O estrondear  dos trovões  reverberava  sobre as casas altas das ruas estreitas.   Chegou  à  Place de Grève,  onde as execuções públicas eram  realizadas. Os relâmpagos estremeciam acima dos pináculos do antigo Hôtel de Ville, espraiando um  brilho cintilante  sobre o espaço aberto  à  frente do estudante.  Atravessando  a praça, Wolfgang   recuou  de  horror quando  se acercou  da guilhotina. Era o auge do reinado do Terror  e esse  terrível  instrumento de  morte estava sempre  em prontidão.  No cadafalso, continuamente corria o sangue dos virtuosos e valentes. Nesse mesmo dia, a guilhotina havia sido empregada ativamente em  seu ofício de carnificina,  e, agora, erguia-se cruelmente,  em meio a uma cidade silenciosa e adormecida,  à espera de novas vítimas.

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